Quando me sinto uma bagunça

Por Vitória Cabral

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Não sei se vocês já tiveram essa sensação estranha e vazia de que tudo não está onde deveria estar e que por cada trilho que sua vida ande as coisas sempre se desorganizem. Pois bem, me sinto assim por esses tempos e é muito estranho, pois a pessoa que eu era antes dessa desordem geral era um alguém com um olhar sempre positivo para o mundo e agora acho que perdi o jeito do olhar otimista.
Algumas pessoas e situações da vida nos deixam em pleno abandono, isso é normal, mas me pergunto como sempre voltei a ter um olhar otimista e insistir que o amanhã seria algo melhor, assim como me pergunto como um olhar fatalista e niilista, vez por outra, me pega de jeito, ao ponto de precisar de mãos amigas que me sacudam para que eu não me perca em paranoias.
Eu sempre achei que focar no problemas não era alternativa, já que disso não podemos tirar uma solução, e que na verdade fazer acontecer um plano B, C, Y era sempre o mais sensato, mas parece que quando vivenciamos um problemas estamos dentro do olho do furacão e nossa visão se turva ao que fica de fora desse caos em que mergulhamos.  Por isso contar com algum amigo que veja de fora a situação e possa te puxar, ao menos para a margem do caos, é uma das maiores dádivas da humanidade.
É engraçado como pessoas podem ser tanto nosso alicerce quanto nossa ruína, mas é preciso ter fé na vida, mesmo que hajam atropelos que turvem nosso olhar. Hoje o dia pode não conter as cores mais aconchegantes para um sorriso ou dois, mas recriar este cenário acaba só dependendo da gente mesmo, sempre.

Imagem via Pinterest

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