Não te demores em amar

Por Vitória Cabral

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Ninguém, ninguém mesmo, tem a obrigação de ser recíproco, nem com você e nem você. Mas todos nós temos o dever próprio de saber onde nos cabe amar, ficar, zelar ou deixar partir. Protelar uma partida é deixar de se (re)significar, não abrir espaço para novos amores, amigos – que também são os amores de nossas vidas e, como em qualquer relação, pode não funcionar tão bem com o passar do tempo. E na pressa incansável das rotinas que escolhemos, é possível se valer em desculpas para deixar seguir algo que já não nos cabe mais.

Na liquidez das relações, onde cada ato precisa valer algo, objetificamos sentimentos, damos prazos e metas para tudo, seja razão ou emoção. E a ansiedade que nos cerca pede peso e medida para validar sentimentos e analisar os gestos. Pois somos uma geração que leva mais quem aposta menos, quem se importa meno e quem significa quantificando.

Não devemos nos valer que o tempo nos permite amar, do lado de lá há um outro cheio de pressas como nós, do lado de cá cabe priorizar o que é devido. O segredo é não se deixar enlouquecer com a freneticidade da vida e o fazemos quando abrimos espaço para o amor, o zelo e priorizamos aquele outro que não queremos deixar fluir pela pressa.

O que precisa fluir é a vida, é o tempo e o amor. Por isto não te demores em amar, já que o tempo passará, independente do que façamos. Não demores em ver o que há de bom e cultivar bons sentimentos. Não te demores em protelar términos, abraços, sorrisos e agoras.

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