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Sorriso da alma ao coração

Por Vitória Cabral

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Gente linda é assim: sorriso transbordando nos olhos, já que o riso vem a alma.

é gente que não se apega ao que passará, pois tem alma de passarinho e sabe que o aqui e o agora são instantes, que bate asa e se vão. Eu gosto de gente linda que sorri com a alma e transparece verdade nos olhos, que transborda amor e sabe pular no bem querer. Gente linda de alma sabe amar e receber amor. Gente linda de alma também sabe chorar, pois a dor se não vem com a nossa vida vem por empatia.

Gente linda traz um coração grato, mas há dias que viver, como diria o Flanders, é um ato de coragem, então não esqueça que você é uma GENTE LINDA quando o dia for ruim, não esquece que dias de sol também podem chover e que ao seu redor tem uma semente boa, tem gente linda como você, tem gente com ou sem pressa que te quer bem.

Desapegue o que não for

Por Vitória Cabral

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Tem gente que chega para somar, mesmo quando quer subtrair, a partir disto escolhemos como vamos reagir. Da quebra do imaginário pode nascer em mim poesia ou sonho, pode florescer sabedoria para compartilhar, ou posso me lamentar por ser quem sou, já que me limito no erro ou na dor.

Crescer dói, mas é loucura estagnar com medo de mudar, mesmo que a gente guarde um medo ou dois. Precisamos crescer, pois o sentido da vida é para frente.

Não que ampliar meus problemas ou medos, quero aprender com eles antes que me afogue fora de quem sou e ser quem não sou. Não vale nada guardar o que já não faz bem. Depois do desencanto vem o dessabor, ou seria um desamor, que resulta da inversão do amor? Apegar além do necessário torna uma casa vazia toda entulhada do que já não tem mais uso. E entre o obsoleto e a beleza minimalista escolho o simples, mesmo que pense muito sobre isso.

Imagem por: @pizzacomsushi

 

O que você vê?

Por Vitória Cabral

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Sinceramente eu via a outra parte de mim.

A metade que eu desconhecia e não me dava falta, nem tempo. Não procurava, e tentei durante todo esse tempo ser completa, faltando uma parte, essa metade de nós.

Posso ter limite de quem sou e quem és, mas não tenho limite de quem somos em cada surpresa de gesto e olhar.

Me fazer tão bem é me sentir bem perto, assim, dessa metade minha, que tento descobri todos os dias e que quer ser e estar sempre perto de mim.

Tudo isso para me mostrar que mais amor nunca é demais.

Sobe e desce dos dias

Por Vitória Cabral

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A gente vai vendo que uma semana já não se arrasta como antes, que acordamos num dia e no outro a semana recomeça e vamos deixando espaços vazios, tento pendências na vida e de um jeito ou de outro paramos de priorizar o que nos faz sorrir, mas sorrir de verdade, de dentro da alma até os olhos. Precisamos de risos soltos na vida.

Vamos notando que o café diário perde o gosto da novidade, que sair só para fazer zero coisas é uma missão quase impossível, pois é quase um tempo perdido, coisa que não podemos nos dar ao luxo. Não dos damos estes brindes, pois julgamos que precisamos ganhar e ter para poder ser. Esquecemos que o ser é algo simples e que não precisamos estar aqui ou alí para ser ou não ser.

Simplesmente seja, simplesmente sorria, simplesmente aconteça 

Ilustra nesta loja aqui

Respira e não pira

Por Vitória Cabral

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Não sei se por culpa da lua, do zodíaco, karma ou de nós mesmos o céu fica cinza, os amigos já não estão por perto e parece que tudo que tocamos fica perecível, são tantas bads seguidas que fica difícil segurar o choro, daí coisas pequenas tomam grandes medidas e pequenas vitórias não são saboreadas.

Como não tentar ficar vasculhando dentro de si como tudo começou? Mas talvez não seja esse o caminho, vai ver é hora de pausar e avaliar o futuro, sem ansiedade e medir um passo para fora dos problemas ou criar um caminho em que você possa seguir. Olhar para trás só vai lhe fazer crescer se você puder entender o que passou e para isso o passado precisa ser passado, enquanto continuar presente vai sufocar sua razão.

Desistir parece um completo fracasso, eu sei, eu já passei e passo por isso, mas sair de um caminho em quem você não consegue se encontrar é o desafio de arriscar até chegar em uma possibilidade de realização. Temos medo de arriscar, mesmo que tenhamos medo de nunca conseguir. Sendo sincera e clichê você só vai saber se tentar.

Quando eu tento não sentir

Por Vitória Cabral

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Quando o coração dói e eu finjo que não me importo o peito gela e a alma empalidece.
Eu sei que não deveria, e mentalizo comigo mesma que não vale tanto assim sofrer pelo que não me tem valor.
E meu peito se enche de um vazio… como se um abismo amparasse o que sinto.
Não sei mensurar ao certo, mas a cada vez essa dor incerta faz morada de um jeito diferente, mas se são diferentes os motivos não pode ser o mesmo vazio.
Mesmo assim sinto que sentimento destinto pode ser cruel, pois não posso medir, analisar e curar com precisão esse abismo em mim.
Se por um lado quero aplacar a dor do peito, por outro sinto que sentir este abismo é necessário para percorrer outros caminhos que me levem ao encontro de quem nunca posso deixar de ser.

Imagem por:Jana Lopes

Do amor que não vivi

Por Vitória Cabral

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Quantos amores gostaríamos tivéssemos tido? Quantos romances impossíveis? Feitiço de sono, passeio na praia, conversa depois do sexo – olhar que diz muito, toque que acalenta a alma? Tanto podemos fazer, tanto fazemos sem perceber, tanto somos sem saber ser; quanto a aprender? Quanto a aprender a sentir? A desejar? A deixar para trás, na história, no coração da memória, na pele que não se vê: a pele do ser, a pele do coração com alma?

Lembro perfeitamente daqueles olhos que me fitam de hoje e sempre, daqueles olhos que não me largam nem por segundo, mas me obrigam – como que num acesso de posse doce e amável, a reviver o momento em que saí de mim para o encontro do ser que me suspendeu a razão e colocou meu coração no lugar que lhe é próprio: fora do peito, à frente do corpo, exposto às alegrias e misérias da vida dos fatos. Meu coração saiu do corpo onde houvera criado raízes e sentido proteção, viu a rua, sentiu os cheiros, caiu no chão. Levantou-se e reaprendeu a bater, a andar. Teve que, aqui e alí, escolher entre ir ou ficar, apostar-se ou corroer-se por não ter ido; meu coração teve que me olhar nos olhos e se enxergar em mim, para que assim pudesse ter o direito de sentir eu te amo. Resolveu ser livre e criou asas, hoje ama a liberdade.

IMAGEM: Sara Herranz

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Do amor que não tive

Por Vitória Cabral

e69abf30e3b46e3c06196f999ffe1d22 Escrevo com a vida pulsando na veia. Descubro as veredas do meu ser, olho para mim mesmo no espelho e o que vejo são olhos brilhando de vida – vida vivida, vida a se viver. Não me entrego aos suplícios da solidão, aos pedidos da angústia e ansiedade; sorrio e sigo. Há o que me espera. O peito tem a bússola de mim, a razão é responsável por decifrá-la.

Amo com o coração apertado por não poder fazê-lo mais do que o faço, não é sempre que vejo nos fatos aberturas para encaixar o sensível de mim – o que me vejo sendo é razão; nem sempre por opção, mas por vontade que não pode ser cumprida; quem dera pudesse amar mais do que amo, ser mais do que sou. A insatisfação não deve ser razão para a revolta, mas princípio da mudança, e eu sou insatisfeito com o que não posso fazer. Minha razão é represa para o rio de sentimentos que sou: um coração que transborda querer bem, ser bem – viver bem.

Se você me perguntasse o que penso do amor diria que o que me move ainda que aja racionalmente. O amor é o motriz de meus impulsos mais racionais; amo, e nada mais. Então, simples pergunta, o que é amar? Quantos tentam responder a esta pergunta sem resposta cabível em palavras, amar é ação que não fica na ideia, bate na porta da consciência e se coloca como imperativo, sinequanon da vida, ama quem vive, ama quem sofre por querer demais, ama quem se entrega por direito, por razão – por si, por amor, por nada.

IMAGEM: Sara Herranz

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Antes de dormir

Por Vitória Cabral

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Era o mistério que cercava, fazendo bagunça dentro e fora de si.  Vivia como que tentando entender o único coração que lhe era nesse tempo. Andava cheia de pensamentos, saltando-lhe a vista, girando a cabeça e prendendo o ar.

Sim, todos a diagnosticavam com uma síndrome de caso perdido de quem sonha de olhos aberto. Quanto mais o vento soprava mais sua cabeça girava, mais aquela música fazia fundo pros seus pensamentos, mas as ideias se distorciam deixando um buraco negro dentro do peito.

Antes de dormir sempre calhava de pensar que todo mundo tem esse buraco negro no meio do peito e que por ele ser tão forte cada um tenta sanar esse infinito com o que tiver em mãos. Mas ela, estranhamente, queria muito senti-lo, não que gostasse, mas era uma necessidade. Até entender que perder-se é o caminho em encontrar-se.

Chega de Fiu Fiu

Por Vitória Cabral

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Vi no Mulher Vitrola este post aqui sobre a campanha Chega de Fiu Fiu e precisavaaa compartilhar com vocês. A ilustra ilustra linda é da Think Olga e achei ó-tê-maaaa. Pode parecer exagero, bizarrice ou coisa de outro mundo que um cara não se dê conta que cantada no meio da rua é constrangedor e um tipo de agressão.

Ese você acha que eu sou aLoka feminista e que vejo machismo em tudo, meu bem – sinto muito lhe informar, mas isso é agressão sim. Lógico, né!!! Ninguém merece passar na rua vestida da forma que for e escutar as bizarrices que se passam na cabeça de um cara, existe uma coisa maravilhoosaa chamada PENSAMENTO, e é neste lugar encantado as pessoas verbalizam suas opiniões e ninguém precisa saber. Vejam só que estupendo, né?

A questão de hoje gira em torno apenas das cantadas invasivas, mas sabemos que o problema é mais sério. Se você tem alguma história pra contar vai lá no Chega de Fiu Fiu e compartilha seu relato.

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